quarta-feira, 17/08/2022
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Operação da Polícia Federal investiga suspeitos de arrecadarem mais de R$ 200 milhões em golpe do falso investimento na bolsa

 

Uma operação da Polícia Federal (PF) está investigando um grupo criminoso que arrecadou mais de R$ 200 milhões em um golpe do falso investimento na bolsa de valores. Mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quinta-feira (28), no Paraná e em São Paulo.

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Segundo as investigações, o grupo prometia investimentos com lucro acima do mercado. Apesar disso, os valores entregues pelas vítimas não eram totalmente aplicados e resultavam em prejuízos.

A PF contabilizou milhares de vítimas nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Os investimentos mínimos feitos eram de R$ 1 mil. Entretanto, há vítimas que investiram mais de R$ 1 milhão.

A polícia informou que o grupo usava 22 empresas que não eram autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os valores eram depositados e, depois, transferidos parcialmente para contas de membros do grupo.

Além disso, o esquema contava com contratos de investimento coletivo em nome de empresa de fachada, que não tinham registro na CVM e sem garantias, conforme a PF.

Com o passar do tempo, os suspeitos não conseguiram mais honrar com os lucros prometidos. A investigação aponta que o responsável pelo grupo chegou a afirmar às vítimas que iria migrar os investimentos na bolsa por um banco digital para fazer os pagamentos.

As investigações começaram em 2021, quando a polícia identificou filiais das supostas empresas que faziam os investimentos na bolsa em cidades da região da fronteira, como Umuarama, Douradina e Guaíra.

Os líderes dos grupos ostentavam veículos de luxo, incompatíveis com a renda declarada, segundo a PF.

A operação

A Operação Traders é comandada pela Delegacia de Polícia Federal de Guaíra, na região oeste do Paraná. Ao todo, a Justiça expediu 17 mandados de busca e apreensão, que são cumpridos em Umuarama, Guaíra, Douradina, Foz do Iguaçu, Curitiba e Taboão da Serra (SP).

A Justiça também determinou o sequestro de automóveis, imóveis e criptoativos.

Os suspeitos podem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais, contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

g1 PR

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